domingo, 22 de abril de 2007

Plebeus...fujam, nós voltamos!!!

Após 3 meses de descanso...voltamos ao activo. As primeiras postagens da segunda temporada terão inicio dia 23 de Abril...estamos a transbordar de episodios (com os nossos amigos plebeus) até lá...boa sorte, não se esqueçam de se proteger deles...eles andam aí.

Grande abraço João , Nuno e António

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Conclusão da 1ª edição de "Um olhar sobre a plebe"

Chega assim ao fim a primeira edição do nosso "Plebium". Abraço para todos!



Nuno, João, António

A plebe nos assuntos dos nossos dias

Na ordem do dia anda o aborto!É inevitável falar do tema e o nosso blog não é excepção!
Digo desde já que assumo uma posição claramente negativa. Sou contra a liberalização. Contudo não vou aqui enumerar nenhumas razões para fundamentar a minha opinião pois essas têm sido enumeradas e explicadas nos inúmeros debates e campanhas que vêm sucedendo.
O objectivo deste post prende-se com a importante depositada na plebe para os destinos do país.
Plebe que é plebe não tem opinião pessoal, segue sempre o caminho mais fácil e simples. É demasiado influenciável por argumentos emotivos.
Em especial esta questão do aborto, que mexe com crianças, mulheres e sentimentos não pode estar dependente da opinião de pessoas sem estudos ou responsabilidade cívica. Sublinho, ou a plebe é educada ou é necessário voltar ao século XIX e eleger umas cortes para deliberarem pelo povo em geral.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Fascismo nunca mais!

Efectivamente, depois de 30 anos de impingimento de que salazar era fascista e de que o fascismo era mau, de que o grito do Ipiranga dito à distância para os domínios ultramarinos portugueses em 1974 e do grito que é título deste post, depois de tanto antifascismo, Portugal nunca foi tão fascista.
Fascista no verdadeiro sentido da palavra; fascista italiano, à moda de Mussolini: estamos no reino dos Camisas Negras.
A famosa democracia está posta em causa quando a igualdade proclamada leva a que os portugueses se manifestem mais fascistas que o próprio ex-"ditador", extremando a sua posição ao vestuário. Será que deveriam ter o mesmo voto que eu? Temos aqui mais um apoio à tese defendida por este blog da limitação do direito ao voto. Efectivamente, nem todas as pessoas têm as qualidades necessarias para serem considerdas dignas de decidir sobre o futuro deste país. Será que alguém que vota em função das quantidades de canetas deve ter o mesmo direito ao voto que quem, efectivamente, vota em consciência no que acredita ser melhor para o país? Esta pergunta é, dirão todos, pertinente. Mas não será também e ainda mais pertinente perguntar se quem usa vestuário com símbolos extremistas, mesmo que não o saiba, especialmente quando não o sabe, como sejam t-shirts com a cara do Che Guevara estampada, ou fatos tipicamente fascistas, tem o mesmo direito ao voto que todos nós? Esta pergunta é efectivamente, a meu ver, deveras pertinente.
Eu sou da opinião de que não, não deveriam. Mas não me ouvem, porque neste país não ouvem quem traz as boas ideias. Ouvem antes quem usa as ditas camisas pretas, escolhem-nos mesmo para nossos governantes. lanço-lhes um desafio: encontrem-me um programa na nossa televisão, uma notícia num nosso telejornal, em que, aparecendo pessoas com fatos, não apareça no mínimo uma com um fato tipicamente fascista. Quando eles se unirem e pegarem num qualquer gordo de nome Bento, que escolheram para seu chefe, e o elevarem para o cargo de primeiro-ministro, não digam que eu não avisei...

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Vocabulário

Numa sociedade pluralista, temos de nos saber compreender uns aos outros. Assim, proponho-me elaborar, com a minúcia própria de um trabalho que se quer cientificamente correcto, um dicionário Português-português e português-Português, para que possamos compreender facilmente a nossa plebe, e também fazermo-nos compreender melhor por ela.
Darei também algumas notas explicativas, pois as divergências entre o nosso Português e este dialecto são tais que faltará sempre alguma tradução, porquanto, muitas vezes, as variações se tornem semelhantes dentro de um certo grupo morfológico, ou até tamanho da palavra. Para começar, temos os estrangeirismos, especialmente os francesismos; regra geral: quando existe uma palavra portuguesa, o plebeu usa a francesa (por vezes, correctamente), mas quando apenas existe o termo francês, tende a aportuguesá-lo. Ora vejamos

Português----------------------------------------------------português

gabardine---------------------------------------------------gabardina
garagem--------------------------------------------------------garage
roupão-------------------------------------------robe(a parte do -de-nuit é excluída, gerando confusão com francês para vestido-robe)
tenhamos---------------------------------------------------tenha-mos
tenha-mos---------------------------------------------------tenhamos
não me dês-------------------------------------------------não dês-me
que me deste---------------------------------------------que deste-me
mousse----------------------------------------------------------musse
beige--------------------------------------------------------------bêge
barragem-------------------------------barrage(em nítida confusão com a gíria do desporto equestre)
haver-de---------------------------------------------------------hadar
dever---------------------------------------------------------dever-de
antes-----------------------------------------------------
a prior (sem o ultimo i)
depois---------------------------------------------------------
a posterior(idem)
catarro----------------------------------------preferência dada ao termo técnico expecturação
houver------------------------------------------------------------hajar
euros--------------------------------------------------------------oiros
almoço/jantar---------------------------------------------------o comer
vinho--------------------------------------------------------------pinga
marron glacé----------------------------------------------marron glacê
compras (ir às)-------------------------------------------turismo (fazer)
museu--------------------------------------------------------------seca
bancos-------------------------------------------------chupistas do ca*****
finanças-----------------------------------------------------------idem
ladrão-------------------------------------------------------------herói
Gaia--------------------------------------------------Vila Nova de Gaia
X--------------------------------------------------------Vila Nova de X
tu foste/vós fostes---------------------------------------------tu fostes

domingo, 28 de janeiro de 2007

Desvaneios Totais I -"O canto do cisne"

É disto que eu quero falar e tal vez perceber o quão isto é tão estúpido e talvez seja por isso que falo aqui sem nexo nenhum, era mais importante estar a fazer um bolo do que estar a dizer aquilo mas aquilo é o nada e o tudo, aquilo corresponde à verdade e o dogmatismo dele não faz sentido nenhum, o cepticismo aborda tudo ou nada, mas talvez o meio-termo seja mais engraçado…
Sem querer fazer despojar aquele que fez aquilo, isto em quanto é isto vai permanecer aquilo que é, e não sendo verdade ou talvez mentira, a afrontosa sorte vai receber as flechas do azar, sendo assim chove e a chuva queima e pica, porque sim.
O nada e o tudo divergem no infinito e é o infinito que foge, o infinito é burro na medida em que cheira mal, o odor dele é cavalo e o cavalo vira peixe, os caçadores de peixes, os banqueiros, andam ali.
Vós faredes o que me apetecer e prontos, é assim que tem que ser, é assim que é. O cavalo virou baleia e as flechas…máquinas de calcular, o submarino ficou preso numa palmeira e o ovo estrelado não sabe falar, alguém tem que o ensinar a jogar as cartas.
Caneta azul, verde e vermelha. Porquê? Não sei. Mas daqueles que eu vou falar …vai ser de rir, eles dizem, falam e mandam, na verdade não falam ,vomitam palavras e na verdade não mandam, são estúpidos e inúteis, úteis talvez mas isso já é outro peixe.
Quando a cabeça dói o peixe ladra, o cão está com as patas inflamadas e o gato esta com as guelras vermelhas, porquê?...A culpa é deles, daqueles que são plebeus.
Paredes brancas ao fundo do túnel, maquinas de calcular a saltar, que coisa tão séria. É nos textos em que as coisas falam, e os bichos se transformam que aquilo é triste…e alegre. Por ventura nada tem a haver com nada, e nada tem sentido, tem sentido o nada, mas o tudo sobre põem-se ao nada, o meio-termo tem a mania que, prontos mas ninguém é imperfeito. Chouriço espanhol doce com banana e chocolate, papel, rato, nojo , porcaria. È giro . É engraçado. É estúpido. È plebe.

Ontem fui ao cinema..................

Quem me conhece sabe que eu adoro cinema. Entre todas as artes é a que me interessa mais. E é por isso que me dá pena que o cinema esteja tão banalizado. Por que é que qualquer um pode ir ao cinema?Desculpem mas há olhos que são indignos de assistir a tão grandes trabalhos. Bem sei que são eles, com os seus bilhetes, que pagam os trabalhos. Mas pelo menos façam cinemas para a plebe e cinemas para as pessoas normais. Já repararam que sempre que alguém quer ir ao cinema tem que se misturar com essa gente??? No teatro ou nos museus não é assim. Eu sei que esses lugares não têm tanto público mas é essa exclusividade que os torna especiais.
Porque será que sempre que vou ao cinema tenho que aturar aquelas filas, aquele barulho, a pancada que vi ontem?Porquê?
E os actores? Será que merecem que pessoas que se comportam como animais na sociedade tenham a possibilidade de ver e avaliar os seus trabalhos?

Empresas cinematográficas façam algo rapidamente..................................

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

"Dinheiro&Vida" - Os destinos paradisíacos de ferias

Partilho aqui com vocês a segunda edição do semanário "Dinheiro&Vida". Esta edição é dedicada aos requintados e fabolosos destinos de férias da plebe.
A plebe em geral não tem dinheiro e não tem gosto. Por isso não tem grande margem de escolha para os seus periodos de descanso.
Muitos viajam para a conhecida "terrinha", visitam a família, comem e bebem como "abades" e participam nos eventos rurais.
Outros pelo contrário não têm gosto e escolhem os locais mais inimagináveis como praias que com más condições, maus hóteis ou por exemplo estâncias de neve sem qualidade.
Há ainda outros que procuram ir para o mesmo local dos ricos e não-plébicos mas apesar de estarem no mesmo lugar, estão á parte. Os não-plébicos frequentam hóteis, barcos e casinos. A plebe pernoita em apartamentos alugados, frequenta cafés e bares de má qualidade. Os não-plébicos jogam golf, ténis ou praticam desportos aquáticos. A plebe não joga nada. Apesar de estarem nos mesmos locais continuam absolutamente separados.
A plebe procura apenas sentir um pouco do não plebismo neste caso.
Há ainda o caso daqueles que passam férias numa roulotte num parque de campismo. Como é possivel passar férias num sitio minusculo e sem condições, conforto ou privacidade. Não eram as férias momentos para descansar e relaxar? Enfim..................................a plebe tem destas coisas.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Mecânico, contabilista, engraxador ou jardineiro! - Qual a profissão mais nobre?

Está aos olhos de todos que existem profissões caracteristicas da plebe! Não é por serem menos bem remuneradas ou menos importantes mas são as profissões clássicas que parecem até que foram criadas de propósito para esta nossa estimada classe social. Para além das profissões já referidas no título vamos do camionista ao talhante, do canalizador ao cangalheiro.
Contudo e apesar de todas estas profissões há uma que se destaca de todas as outras por demonstrar exactamente a plebe e todo o ambiente que a rodeia. Falo claro dos taxistas. É para mim a mais nobre das profissões.Essa bela profissão de conduzir os outros aos mais variados sítios. Antigamente as pessoas eram transportadas em gôndolas e carroças. Hoje em dia cada taxista tem o seu próprio e estimado automóvel. Seu é como quem diz pois muitos pertencem a empresas.
O taxista passa grande parte do seu dia no seu taxi, tendo ele que ser portanto adequado e confortável para si. Não há taxi que não tenho os seus tercinhos, as iniciais do condutor estampadas, um "pirilampo mágico", uma protecção para o assento para proteger a coluna e um cheiro absolutamente indiscritivel.............ok, aqui estou a exagerar, há alguns taxis que não são assim, que vê-se que são arejados e tratados. Contudo há outros em que já entrei que digo-vos pareciam piores que a casota do meu cão! Mesmo!! Primeiro tinham pelo menos trinta anos, depois tinham aquele cheiro a mistura de tabaco com água de colónia barata e gasolina queimada, depois tinham também os estofos e as portas todas desfeitas e por último ostentavam um condutor que tornava possivel perceber o estado do taxi. Sim porque há condutores e condutores! Há motoristas e taxistas! E aqui falo daqueles que usam uma camisa ás cores muito anos 70 com os fios de ouro os pêlos do feito de fora, que têm um bigode tão cerrado que não deixa que se lhes veja a boca, que durante a viajem que a vida deles e do bairro onde habitam toda e ainda que têm a unha do dedo mindinho por cortar há muito tempo para coçar sabe-se lá o quê....................
Este taxistas são os perigosos, não pelo sua condução(talvez também por vezes) mas pelo risco de as pessoas apanharem plebicite aguda por estarem tão perto deles. Aconselho todo e qualquer não-plebeu a não entrar nos taxis conduzidos por estes taxitas com o risco de nunca mais sair.................................................................vivo

Alguém lhes escolha as gravatas!


Já não peço aos portugueses que passem a eleger para os cargos políticos gente decente, nem que os que são escolhidos tentem adaptar os seus (maus) gostos à responsabilidade do cargo que ocupam, tentando não dar uma imagem folclórica do nosso país, nem sequer que escolham uma bandeira menos sub-tropical para o nosso país que se quer Europeu. Mas, pelo menos, que contratem alguém que lhes escolha as gravatas!
Certamente já todos repararam na gravata dourada do nosso presidente, nas peço que observem também esta óptima imagem onde a primeira e a terceira pessoas do estado se encontram, respectivamente, com uma gravata verde-alface e azul-fitas-de-prendas-de-natal.

domingo, 14 de janeiro de 2007

"Cada macaco em seu galho"

A plebe mostrou mais uma vez a sua raça e a sua predominância face à restante população, assim como que o American Dream está cada vez mais presente, não com um carro por cada família, mas pelo menos um computador.
Como já era de prever, entre os 100 mais votados no concurso Grandes Portugueses, promovido pela RTP, não se encontram apenas "Aqueles que por obras valerosas/Se vão da lei da morte libertando", e que dariam para preencher quinhentas destas listas, mas que predominam jogadores de futebol, loucos (vide: companheiro Vasco), assassinos (Otelo, o f.p.25). Mais uma vez se vê, também, que a plebe tem memória curta, pelo predomínio de personalidades do século XX. Prontamente apresentarei uma lista contendo as voltas que deram no caixão tantos grandes portugueses, quando se viram atrás do Vitor Baía ou do Afonso Costa, referindo apenas os nomes incluídos na lista, já que a lista incluiria milhões de nomes que, não estando presentes na lista, nem merecendo estar, estariam lá com mais justiça do que os que lá se encontram.
Com votos de rápida desplebificação, me despeço

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

A plebe é igual em todo o lado...

Pois é: toda a plebe tem tendência a enrolar as palavras.
Como é que os alemães foram desencantar Aachen de Aix la Chapelle?

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

A plebe é invisivel.....................

Nova tese: A plebe é invisivel

É um facto que por mais que a plebe se esforce e exiba a sua natureza, ninguém se interessa por ela ou lhe dá importância.
Na nossa sociedade ninguém dá atenção á plebe a não ser quando esta torna prejudicial ao seu conforto. Um exemplo absolutamente demonstrativo desta situação dá-se quando sucede o seguinte:

Imagine-se que se dá uma catástrofe natural e morrem quinhentos plebeus e um indivíduo integro, famoso e socialmente admirado e imitado. De quem acham que todos falarão e sentirão falta? Até mesmo os próprios plebeus?

Meus amigos, eles andam por aí mas é como se não andassem. São pessoas que não se destacam, não têm influência, não serão lembradas, nunca farão algo pelos outros, pela sociedade.....

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

A concentração de plebe e as consequências derivadas

Ultimamente tem-se vindo a formar uma resolução no meu interior:


"Os problemas ambientais da terra são causados pela existência de plebe em excesso por quilómetro quadrado"

Pode parecer um pouco exagerado dizer isto mas se têm dúvidas vejam,


a poluição advém dos automóveis, das fábricas, do consumo, da destruição.

Digam-me agora quem é que tem como principal hobbie passear de carro fá-lo viajando em carros podres com gasolinas impuras?

Quem é que precisa que as fábricas estejam abertas para ter postos de trabalho? É que se a plebe fosse reduzida, só era necessário um número muito inferior de fábricas?

Quem é precisa de consumir e experimentar tudo em exagero para se libertar das frustrações diárias?

Quem é que não tem limites e não sabe controlar os seus impulsos em público?


Meus amigos, só se afiguram duas soluções:


Uma é encontrar um outro planeta habitável e dividir a plebe entre os dois(parece complicado..........)


Outra é apagar da face do planeta uma certa percentagem destes nossos amigos( e não se enganem, eu concordo com o Leite quando ele diz que a plebe é fundamental para o equilibrio do planeta, mas só no número estritamente necessário)



O que fazer?O futuro da vida na terra depende desta decisão.....................

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Situações traumáticas do quotidiano

O Leite viveu uma experiência terrivel, é certo!Mas comparem-na com esta e vejam quem ficou traumaticamente mais afectado.

Vinha eu, descontraidamente, num Domingo a chegar a minha casa, a qual pensava eu que se localizava num local desplebeficado, quando dou com uma imagem que ainda hoje não me saiu da cabeça. Então não é que um grupo organizado de plebe tinha decidido fazer uma excursão á civilização e o seu autocarro tinha avariado mesmo na porta da minha casa!!!!!!!
Seria o meu destino ou terão eles feito de propósito?
O que é certo é que eram horas do lanche e eles tinham montado o estaminé mesmo ali no passeio. Velhas e mais velhas a pousar pequenas tupperware's no muro da minha casa, garrafas de vinho, copos, talheres, uns bancos no chão e tudo numa amena cavaqueira como se estivessem em casa...............
Satisfaziam-se mesmo ali á luz do dia na minha propriedade. Aproximei-me de um senhor e pedi explicações. Ele só respondeu: Nós vimos de Penafiel!É tão longe!São só mais uns minutos e já vamos embora!!!!

Completamente aturdido, completamente estarrecido, não disse mais nada. Entrei em casa, fechei as janelas, susti a respiração e rezei para que o mundo sobrevivesse aquela agressão.

Experiência terrível (parteII)

Texto de António Sousa Leite:

As indivíduas principiaram a rir-se quando nos avistaram, ao longe, por nos verem usando um Uniforme, por termos aquele vício tão anti-plebeu de querer ser alguém na vida. Não discerni de início o horror das suas faces e vestes, já que esta gente faz grande uso das hormonas para a identificação dos outros ambulantes seres que pairam neste mundo, capacidade essa que é reprimida pelo raciocínio, o que fez com que nos escolhessem para suas presas muito antes de nós adivinharmos o perigo que se avizinhava. Assim, de início, pensei que estavam a gozar com a minha cara, mas vim rapidamente a perceber que apenas tinham inveja de alguém a quem a sorte mais riu, que se manifestava por esta manifestação que mesmo as próprias criaturas poderiam ter confundido com gozo.

Depois desta fase, veio o pior: as indivíduas depois de longo raciocínio, sentiram cheiro a dinheiro tendo, e confesso, muito tristemente, que esta é a mais pura das verdades, portanto, tentado as ditas indivíduas assediar-nos. Sim! e repito: fui assediado por um bando de peixeiras. Mantendo a dignidade, escusei-me a comentários e continuei a fazer o que estava a fazer, até que, na altura de me retirar, pensando que já haviam desistido os abutres de me tentar esquartejar, eis que se nos atiram ferozmente, resistindo nós heroicamente. E foi então: “O mostrengo(…)/Na noite de breu ergueu-se a voar/(…)/E disse”-me: “Anda cá se és homem”.
“Três vezes do leme as mãos ergueu[i],/Três vezes ao leme as reprendeu[i],/ E disse no fim de tremer três vezes”: “Eu sou um senhor, minha p***”. Sei que não deveria ter descido tão baixo na linguagem, mas tal foi compensado pela dignidade com que proferi tais palavras e pelo género de gente que me ouvia, que não me iria entender se eu lhes falasse como a qualquer ser civilizado. Tudo sem subir o tom de voz, sem grandes gestos, sem sequer me virar para lhes olhar nos olhos, o que me iria causar cegueira precoce.

Pois duas pessoas às quais eu nunca desejaria tanta maldade, não tiveram a mesma sorte, a mesma inspiração poética no momento certo: foram esperados pelas hienas à porta de uma loja na qual tinham entrado, tendo sido massacrados até um deles se ver obrigado a revelar-lhes o número de telefone do outro, pensando que assim, pelo menos o primeiro, se livraria finalmente das bestas às quais o tinham abandonado. Mas nada: foram perseguidos até ao estabelecimento de ensino no qual todos estudamos, revelando talvez alguma cobardia em trotar, mas explicável pela situação: quem ousará dizer que não tentaria escapar-se da mesma forma de tamanho mal? Aí, todos acorremos em seu auxílio, tentando aguentar os seus ensurdecedores berros, naquele timbre estridente de voz que tão bem as caracteriza, capaz de atordoar até um surdo, de alto e esganiçado que é, estando actualmente as feras já domadas, embora em esperança de criação, para se livrarem (pensam elas) para sempre dos seus problemas financeiros.

Não percebo como houve gente, em tempos idos, com coragem para criar bastardos de criaturas semelhantes a estas. Eu teria nojo, mas tal aconteceu. Já é tempo de elas se acostumarem a que feias e boas parideiras apenas se querem as éguas de criação e, ainda assim, de boa linhagem, para haver garantias de uma descendência com qualidade. Mas que querem, a plebe é mesmo e cada vez mais assim, próxima dos animais, pensando apenas em fazer o melhor uso da época do cio, tentando livrar-se dos problemas sem esforço, com a única perspectiva de futuro de ter a barriga cheia, ainda que apenas de pão.

Como identificar um plebeu?

Basta olhar para eles!Esta-lhes escrito na testa!Os viciozinhos são inevitáveis! Todo e qualquer plebeu não consegue passar cinco minutos sem demonstrar a sua natureza............

Vestigios de plebe II

As cores das paredes das nossas cidades!!Quem acham que são os autores?

Experiência terrível (parteI)

Texto de António Sousa Leite:

Deus castigou-me. E porque acredito que o de lá do alto, tendo todo o Universo para gerir, também tem o direito de não ler atentamente um texto em mais um desses blogs que pelo mundo existem, volto a repetir que nada tenho contra a plebe, que a acho necessária para a harmonia do mundo (desde que a uma certa distância, está claro), que a plebe ajuda a transmitir alegria ao dia-a-dia.
Mas que castigo foi afinal esse?, perguntar-se-ão os leitores. Fui eu, e foi uma turma inteira, o alvo das “peixeiradas”. Aconteceu essa fatalidade depois de almoço, na Microlândia, no Arrábida Shopping, na Antiga, Mui Nobre, sempre Leal e Invicta Cidade do Porto (considero um bairrismo perfeitamente plebeu continuar a considerar Porto, aquela a que chamam Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Gondomar, Maia, enfim, todas essas cidadelas, como terreolas isoladas e não como uma metrópole vanguardista, com plebe q.b. a um canto, para animar a rotina monótona das nossas vidas). Continuando, aconteceu depois de almoço, pelo que ainda estou com uma volta no estômago. Um bando de indivíduas, já não de puro-sangue peixeira (PSP), mas com uma forte mistura de plebe de movimento, talvez meio-sangue peixeira, ou cruzado peixeira com plebe de movimento e plebe de intelecto, de terrível aspecto físico, enfim, pequenos monstros:

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse, «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo,
«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse,
«El-Rei D. João segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes,
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

Esta é sem dúvida uma boa descricção do que se passou, pelo nosso grande Fernando Pessoa, do seu livro “Mensagem”, que aconselho todos a ler, aconselhando também aos mais sensíveis que se deixem ficar por esta poética versão dos factos, pois o que a seguir vão ver, a terrível verdade, a triste verdade, pode chocá-los e fazê-los ter pesadelos esta noite. Aos mais corajosos, apenas lhes desejo o seguinte: “Boa sorte, e que Deus esteja convosco para superarem este obstáculo com êxito”

Amargura

Foi com muita pena que após facetada e verrumante pesquisa verifiquei que, na verdade, os "não-plebe" podem ser afectados pelos plebeus.Podem ser afectados por inúmeras maneiras, das quais destaco:

1º.Problema de foro neurológico: é frequente quando um plebeu se cruza com uma pessoa que não pertence ao grupo plébico que a pessoa normal inspire uma pequena percentagem do ar expirado pelo plebeu. É grave na medida em que pode surgir uma alteração no estado de consciência e consequentemente outros problemas.

O que fazer:

.Evitar aspiração do vómito e assegurar oxigenação cerebral :
.O2 pôr máscara ou cânula nasal, se consciente;
.Intubação traqueal se E.C. Glasgow ≤ 8 persistentemente.

Assegurar perfusão cerebral:
.Manter pressão arterial média entre 60 e 90 mmHg (+20% nos hipertensos).

Iniciar medidas terapêuticas dirigidas:
.Acesso venoso e D5%W;
.Corrigir glicemia;
.Suspeitar de tóxicos!!!

2º. Problemas Cardiacos: com o trauma resultante desta aproximação com a plebe é frequente a pessoa normal debater-se com um aumento dos batimentos cardiacos, estes podem levar a arritmia e consequentemente a morte.

O que fazer:

.Eliminar os possíveis factores responsáveis pelo desencadeamento desta (plebe);

.Administrar o tratamento farmacológico como por exemplo:estabilizadores de membrana, também chamados de antiarrítmicos, que atrasam a condução aurículo-ventricular.

3º.Alto risco de contágio do virús da plebe: com a inalação do dioxido de carbono proveniente do animal em questão é normal que o contágio aconteça, pois este dioxido de carbono contém particulas de virús altamente contagioso, é grave porque a pessoa pode vir a demonstrar uma certa atitude de plebe , vicios destes e até pode começar a largar odores altamente perigosos e também contagiosos, um verdadeiro perigo para a saúde pública.

O que fazer:

.Evitar o contacto visual, olfactivo e tactal com a plebe.